A partir desta quarta-feira (22), entrou em vigor a tarifa adicional de 25% imposta pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros, afetando cerca de 20% das exportações do Brasil para os Estados Unidos.
Estima-se que o valor total das exportações atingidas varie entre US$ 7,2 bilhões e US$ 11 bilhões, de acordo com cálculos da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Armcham Brasil).
Impacto nos setores e estados brasileiros
Entre os 2,3 mil produtos afetados, a maioria pertence aos setores de eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, autopeças e calçados. Ainda assim, cerca de 700 produtos estão isentos da tarifa, número superior ao previsto durante as negociações.
O mercado dos EUA é o principal destino das exportações brasileiras de eletroeletrônicos, representando cerca de um quarto das vendas externas do setor de máquinas e equipamentos. São Paulo e Santa Catarina concentram 52% do impacto, sendo que Santa Catarina é o estado mais afetado, com 68% das exportações aos EUA atingidas.
Controvérsias e medidas do governo brasileiro
O governo Trump baseou o tarifaço em práticas ‘desleais’ alegadas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). O governo brasileiro rejeita as justificativas, alegando motivação política. Em resposta, anunciou apoio aos setores afetados e planos de diversificação de exportações para outros países.
A Apex-Brasil planeja um investimento de R$ 130 milhões para diversificar as exportações brasileiras, com foco na União Europeia, países da Asean e da Ásia Central. Reportagens especiais foram publicadas para contrapor os argumentos dos EUA para o tarifaço.



