O estado de Goiás decretou, em meio ao avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), situação de emergência de saúde pública. Dados divulgados recentemente apontam que 42% dos casos estão relacionados a bebês com até dois anos de idade.
De acordo com os números revelados, a faixa etária dos bebês representa 1.139 casos de um total de 2.671 registrados. Outro grupo que demanda atenção especial são pessoas com mais de 60 anos, com 482 casos, o que corresponde a 18% do total.
Até o momento, 115 mortes foram registradas em Goiás devido à SRAG. Quando a Secretaria de Saúde decretou a emergência, eram 2.560 casos. A medida, com duração de 180 dias, envolve a instalação de um centro de operações para monitoramento e gestão da situação.
Alerta para Outros Vírus
Segundo o painel, 148 casos estariam relacionados ao vírus da Influenza e 1.080 a outros vírus. Destaca-se a circulação da variante K da Influenza, gerando preocupação adicional.
Ações Emergenciais e Vizinhança com o Distrito Federal
O governo estadual de Goiás tomou medidas como a aquisição de insumos e contratação de serviços necessários sem licitação. Além disso, foi autorizada a contração de pessoal temporário para combater a epidemia. Na vizinha Distrito Federal, a variante K da Influenza é predominante, mas ainda não apresentou aumento na gravidade dos casos.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontou um aumento de casos de SRAG em crianças menores de dois anos em diversas regiões do país. O crescimento das hospitalizações por Vírus Sincicial Respiratório é destacado como fator principal nessa elevação.
Em relação à vacinação, o Ministério da Saúde mantém a campanha nacional contra a influenza, com foco em crianças, idosos e gestantes. A vacina contra a covid-19 é recomendada para bebês aos seis meses e reforços periódicos para grupos vulneráveis.



