Em uma cerimônia realizada no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que oficializa o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, marcando um marco histórico nas relações entre os dois blocos.
A assinatura do decreto ocorreu nesta terça-feira (28) e tem previsão para entrar em vigor a partir de 1º de maio, trazendo consigo uma série de mudanças significativas para os países envolvidos.
Uma nova era nas relações comerciais
Com o tratado, o Mercosul, composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, concordou em zerar tarifas sobre 91% dos bens europeus em um prazo de até 15 anos. Por sua vez, a União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos produtos vendidos pelo Mercosul em até 12 anos.
Os termos deste acordo foram firmados após intensas negociações que se estenderam por 26 anos, sendo finalmente assinados em Assunção, no Paraguai, no final de janeiro.
Impacto global e perspectivas futuras
O acordo cria uma zona de livre comércio envolvendo 31 países e uma população conjunta de 720 milhões de habitantes. Além disso, os países signatários somam cerca de US$ 22 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB), abrindo portas para novas oportunidades de negócios e desenvolvimento econômico.
Lula destacou a importância da parceria ao afirmar que o acordo representa um exemplo de cooperação entre nações e a crença no multilateralismo e na democracia como bases para o crescimento global.
Novos horizontes e desafios
Além do acordo com a UE, Lula também encaminhou ao Congresso Nacional outros dois tratados comerciais. Um deles é o acordo Mercosul-Singapura, importante mercado asiático para as exportações sul-americanas. O segundo envolve o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), abrindo caminho para um mercado de 290 milhões de consumidores e um PIB combinado de US$ 4,39 trilhões.



