A tragédia que vitimou a brasileira Manal Jaafar, seu marido libanês Ghassan Nader e o filho Ali Ghassan Nader, de apenas 11 anos, em um ataque israelense no sul do Líbano, revela a dura realidade da rotina de guerra na região. Após 12 anos no Brasil, a família buscava uma vida mais estável para seus filhos, mas acabou sendo vítima da violência indiscriminada que assola o país.

O jornalista libanês Ali Farhat, amigo da família, lamentou a perda e destacou a dor compartilhada pela comunidade libanesa, que sofre diariamente com a violência. Ataques israelenses têm atingido civis e, segundo Farhat, os bombardeios indiscriminados não poupam nem mesmo casas e monumentos históricos.

História de vida interrompida

Ghassan Nader, um empresário e ativista humanitário, tinha planos de estabelecer uma vida estável no Líbano, onde poderia se dedicar mais à família e aos estudos. Sua trajetória no Brasil foi marcada pelo envolvimento com a comunidade libanesa em Foz do Iguaçu, onde era admirado por sua cultura e conhecimento.

Dor e indignação

Para Farhat, os ataques israelenses configuram um verdadeiro massacre contra o povo libanês, sem distinção entre civis e militares. A violência, que se assemelha ao genocídio observado na Faixa de Gaza, tem causado pânico e sofrimento generalizado na região.

Melina Manasseh, representante da comunidade libanesa no Brasil, comparou a situação no Líbano à ocupação israelense na Palestina, destacando a política belicista de Israel. A morte da família de Ghassan e Manal é mais um triste episódio em meio a um contexto de conflito e violência contínua.

A notícia abala, mas não mobiliza a comunidade local, que convive com a dor e a indignação diante da brutalidade dos ataques. Enquanto isso, as vítimas de uma guerra sem trégua sofrem as consequências, sem distinção entre inocentes e envolvidos em conflitos armados.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhar.
Deixe Uma Resposta

Olá vamos conversar!