O Brasil obteve uma vitória ao ter itens como a aviação civil, petróleo, carne bovina e café isentos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Estes produtos, que representaram um terço das exportações brasileiras para os EUA no primeiro semestre deste ano, não serão afetados pela sobretaxa de 25% anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) nesta quarta-feira (15).

Além desses produtos, também estão livres da cobrança extra itens como celulose, minério de ferro, ferro-gusa, laranja e suco de laranja. Por outro lado, setores como ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas elétricas e outros produtos manufaturados não foram poupados da taxação.

Isenções e Justificativas

As isenções concedidas pelos Estados Unidos visam evitar escassez de produtos no mercado consumidor interno e perturbações na economia. A tarifa de 25% entrará em vigor no próximo dia 22 e foi justificada pelo USTR como uma resposta a práticas brasileiras que impactavam negativamente o comércio dos EUA.

O governo brasileiro repudiou as novas tarifas, questionando a legitimidade da investigação do USTR e afirmando que não há razões para tais medidas. O Brasil pretende acionar instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e recorrer à OMC para solucionar a questão.

Setor Cafeeiro Isento

Entidades do setor cafeeiro, como a Abic, Abics e Cecafé, comemoraram a exclusão do café brasileiro da tarifação. Em comunicado conjunto, destacaram a importância da manutenção das exportações de café para os EUA, que representam bilhões de dólares anualmente, e reforçaram a parceria entre Brasil e EUA.

Apesar da isenção atual, o setor permanece atento a uma possível nova investigação do USTR que poderia resultar em tarifas de 12,5% sobre o café brasileiro. As entidades afirmaram que continuarão trabalhando em prol da sustentabilidade, qualidade e competitividade do café brasileiro no mercado global.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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