Uma decisão histórica marcou o desfecho do caso Marielle Franco e Anderson Gomes: o conselheiro Domingos Brazão foi destituído de seu cargo no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. A medida, publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (15), é o resultado de uma condenação definitiva pelo Supremo Tribunal Federal, efetiva desde o dia 9 deste mês.
Domingos Brazão, considerado mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, foi sentenciado a 76 anos e 3 meses de prisão pela Primeira Turma do STF. Além disso, também foi condenado pela tentativa de homicídio da assessora de Marielle, Fernanda Chaves. Os crimes ocorreram em 2018, no bairro do Estácio, no Rio de Janeiro.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agora seguirá os trâmites para comunicar a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que é responsável pela indicação do novo conselheiro do TCE-RJ. Já o irmão de Domingos Brazão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, recebeu a mesma sentença de 76 anos e 3 meses de reclusão, ambos acusados de organização criminosa armada e homicídios qualificados.
Além dos Brazão, ex-policiais também foram condenados no caso: Ronnie Lessa, autor dos disparos, pegou 78 anos, 9 meses e 30 dias de prisão, enquanto Élcio de Queiroz, motorista do carro na emboscada, recebeu 59 anos, 8 meses e 10 dias. Ronald Paulo Alves Pereira foi sentenciado a 56 anos de prisão e Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, a 18 anos, por obstrução da justiça e corrupção passiva.
O desfecho desse caso, que chocou o Brasil, marca um momento crucial na justiça do Rio de Janeiro, evidenciando a punição dos envolvidos nos crimes que abalaram a sociedade. Com informações da Agência Brasil.



