O governo dos Estados Unidos oficializou a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir do dia 22 de julho deste ano. A medida afetará uma variedade de setores, como máquinas agrícolas, ferramentas, calçados, roupas, açúcar orgânico, celulose, borracha, pedras de construção e petroquímicos.
A decisão, anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA, segue uma investigação iniciada em julho do ano anterior. A investigação apontou políticas brasileiras que supostamente prejudicam o mercado norte-americano, incluindo questões como o Pix, barreiras ao mercado de etanol, desmatamento ilegal e leis anticorrupção.
Repercussão e respostas do Brasil
O governo brasileiro repudiou a decisão dos EUA, alegando que as medidas unilaterais carecem de justificativa plausível. O Palácio do Planalto classificou o dia 15 de julho como um momento lamentável para as relações bilaterais entre os países, contestando as acusações sobre o Pix, regulação de plataformas digitais e desmatamento.
Diante disso, o Brasil anunciou que acionará a Lei de Reciprocidade e levará o caso à Organização Mundial do Comércio. Além disso, o governo brasileiro pretende adotar medidas para proteger os setores impactados pelas tarifas consideradas arbitrárias e ilegais, buscando também a diversificação de parcerias e a abertura de novos mercados.



