Uma recente auditoria conduzida pelo governo do estado do Rio de Janeiro revelou indícios alarmantes de desvios que ultrapassam a marca dos R$ 400 milhões na Caixa de Assistência dos Empregados da Cedae, conhecida como Cedae Saúde.
O levantamento identificou possíveis irregularidades nos pagamentos por serviços e levantou suspeitas de favorecimento a empresas ligadas à administração anterior da entidade.
A Cedae Saúde, criada em 1988, é responsável por gerenciar a assistência de saúde de mais de 17 mil beneficiados, incluindo funcionários ativos, dependentes, aposentados e pensionistas.
A investigação teve início após a exoneração do então presidente da Cedae Saúde, Eric Frederik Gualberto, em junho de 2026. A nova diretoria da entidade descobriu que arquivos fundamentais foram apagados, mas os auditores conseguiram recuperar os dados, revelando indícios de favorecimento a empresas vinculadas à gestão anterior.
Segundo o levantamento, quatro empresas ligadas a uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, associadas a Eric, receberam cerca de R$ 95 milhões durante sua gestão na Cedae Saúde.
A antiga Diretoria Financeira e de Relações com Investidores da Cedae realizava repasses mensais para a entidade, mas a atual gestão constatou que esses valores eram excessivos. Os repasses mensais, que antes chegavam a R$ 20 milhões, foram reduzidos para aproximadamente R$ 6 milhões, uma diminuição significativa de 70%.
O relatório da auditoria será encaminhado ao Ministério Público estadual (MPRJ) para aprofundamento das investigações e possíveis medidas judiciais, em meio a um cenário de apuração de fraudes e desvios de recursos federais por parte da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU).



