O Airbnb deu início à remoção de anúncios irregulares de imóveis classificados como Habitação de Interesse Social (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP) em São Paulo. Esses apartamentos, construídos com incentivos municipais, deveriam ser destinados à população de baixa renda, porém acabaram sendo utilizados para hospedagem de curta duração. A prática foi proibida em maio de 2025 na cidade de São Paulo, após denúncias de fraudes envolvendo construtoras e investidores.
De acordo com a empresa, 773 anúncios ativos serão retirados da plataforma a partir desta segunda-feira (3), juntamente com outros 852 apartamentos que estavam inativos. Ao todo, 1.625 anúncios foram identificados com base em uma lista fornecida pela Prefeitura de São Paulo.
A ação acontece após o Airbnb iniciar um processo de revisão em seu catálogo, visando cumprir o decreto que proíbe aluguéis de curta temporada em unidades habitacionais populares. A empresa declarou apoio à destinação correta dessas unidades e colaboração com a prefeitura para garantir a conformidade com as regras habitacionais do município.
Comunicação aos anfitriões
O Airbnb informou que os proprietários dos imóveis serão notificados sobre a remoção dos anúncios e que o processo será contínuo, dependendo das informações fornecidas pela prefeitura. Caso haja discordância na classificação da unidade habitacional, os anfitriões poderão buscar os órgãos municipais para solicitar esclarecimentos ou correções. Veja também: Curiosidades Fascinantes sobre a História da Astronomia.
A empresa também garantiu suporte aos possíveis hóspedes impactados, auxiliando na reserva de uma nova acomodação para que seus planos de viagem não sejam prejudicados.
Fraudes envolvendo incentivos municipais
Após a proibição em maio de 2025, a Prefeitura de São Paulo intensificou a fiscalização sobre unidades HIS e HMP destinadas ao aluguel de curta temporada. Uma CPI foi instaurada na Câmara Municipal para investigar as fraudes cometidas por construtoras, que resultaram em um prejuízo de R$ 5,1 bilhões aos cofres públicos entre 2014 e 2025.
A investigação revelou que imóveis destinados a famílias de baixa renda foram vendidos a investidores, desviando o propósito original das unidades. O relatório final da comissão propôs medidas como a limitação da compra de unidades HIS e HMP e a implementação de mecanismos mais rigorosos de fiscalização sobre empreendimentos incentivados.
A Prefeitura de São Paulo enviou uma lista de moradias sociais à CPI que investiga as fraudes, evidenciando a necessidade de aprimoramento nos controles sobre a destinação correta dessas unidades.
Fonte: https://g1.globo.com



