A comunidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, foi abalada por um triste incidente envolvendo um gato comunitário chamado Shelby. O felino foi atropelado e morto por um motorista que, ao invés de prestar socorro, optou por fugir do local na noite de segunda-feira (3). A cuidadora de Shelby, a aposentada Silvia Elena Dias Correa, expressou sua indignação com a atitude do condutor, afirmando que a falta de humanidade demonstrada é chocante.
O atropelamento ocorreu no bairro Paulo Gomes Romeo, na Zona Norte da cidade. Câmeras de segurança registraram o momento em que o veículo colidiu com o gato, resultando em sua morte imediata. Mesmo com alertas de testemunhas, o motorista se recusou a parar e deixou o local rapidamente, ignorando a situação de sofrimento do animal.
Comunidade se mobiliza em busca de justiça
Os moradores locais, consternados com a tragédia envolvendo Shelby, anotaram a placa do veículo envolvido no acidente e planejam registrar um boletim de ocorrência para que o caso seja investigado. Shelby, que vivia na rua há aproximadamente dois anos, era cuidado por Silvia e outros vizinhos, que providenciaram abrigo e alimentação para ele e outros gatos da região. Veja também: Como se preparar para uma entrevista de estágio com sucesso.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) alerta que o motorista pode responder por crime de maus-tratos e enfrentar multas, de acordo com a legislação vigente. A presidente da Comissão de Direito dos Animais da OAB em Ribeirão Preto, Fabíola Maria Coelho, esclareceu que a conduta do condutor configura negligência ao não prestar socorro, o que pode resultar em sanções nas esferas criminal, civil e administrativa.
A triste história de Shelby, o gato comunitário vítima da irresponsabilidade de um motorista, serve como alerta sobre a importância de respeitar a vida de todos os seres vivos, mesmo os mais vulneráveis. A comunidade local espera que a justiça seja feita e que casos como esse não se repitam, promovendo a conscientização sobre os cuidados e o respeito aos animais nas vias públicas.
Fonte: https://g1.globo.com



