Fotos, vídeos e áudios encaminhados ao Itapevi Notícias também mostram dois gatos sobre caixas de mercadorias; jornal cobra fiscalização imediata para averiguar os relatos
Uma denúncia considerada grave acaba de chegar ao Jornal Itapevi Notícias, apontando possíveis condições precárias de higiene, armazenamento e segurança alimentar no Mercado Geração MG, situado na Avenida Pedro Paulino, nº 816, no Conjunto Habitacional Setor D, em Itapevi.
O material encaminhado à reportagem contém fotos, vídeos e áudios com relatos de clientes e de pessoas que afirmam conhecer a rotina interna do estabelecimento. Segundo os denunciantes, o local apresentaria problemas como possível presença de ratos, fezes de roedores, escorpiões, embalagens roídas e carnes supostamente armazenadas sem as condições mínimas de higiene.
O Itapevi Notícias ressalta que está divulgando uma denúncia recebida e não afirmando, neste momento, que todas as irregularidades relatadas estejam comprovadas. Cabe aos órgãos competentes realizar uma fiscalização técnica, confirmar a autenticidade do material e verificar presencialmente as condições do estabelecimento.
Fotos mostram dois gatos sobre caixas de mercadorias
Entre as imagens encaminhadas ao jornal, aparecem dois gatos que, segundo os denunciantes, permaneceriam dentro do mercado, inclusive sobre caixas onde ficam mercadorias.
Os relatos afirmam ainda que os animais seriam mantidos no local até mesmo com a finalidade de caçar ratos. Essa informação também precisa ser oficialmente averiguada pelas autoridades sanitárias.
A eventual presença de animais sobre caixas, embalagens ou em áreas de armazenamento de alimentos deve ser analisada pela Vigilância Sanitária, pois pode indicar risco de contaminação das mercadorias e falta de controle adequado do ambiente.
As fotografias, isoladamente, não permitem determinar há quanto tempo os gatos permanecem no local, em quais setores circulam ou se tiveram contato direto com produtos comercializados. Por isso, uma vistoria presencial é indispensável.
Denúncia relata embalagens roídas e fezes próximas aos alimentos
Conforme os relatos recebidos, algumas embalagens estariam roídas por ratos e haveria fezes de roedores nas gôndolas e em áreas próximas de produtos alimentícios, como farinha de trigo, milho e caixas de leite.
Também foram encaminhadas imagens que, segundo os denunciantes, mostrariam carnes alojadas ou armazenadas em condições inadequadas. A procedência, a data e o contexto dessas imagens deverão ser analisados pelos fiscais responsáveis.
Caso produtos tenham sido efetivamente atingidos por roedores ou expostos a fezes, urina, pelos ou outras fontes de contaminação, deverão ser imediatamente retirados da comercialização e submetidos às providências sanitárias cabíveis.
Áudio relata retirada de caixas de leite das gôndolas
Em um dos áudios enviados ao jornal, um homem que afirma ter trabalhado no estabelecimento relata que caixas de leite seriam retiradas das gôndolas no período noturno para evitar que ratos furassem ou danificassem as embalagens.
Segundo o relato, os produtos seriam novamente colocados nas prateleiras pela manhã, antes da abertura do mercado.
O denunciante também afirma que uma eventual fiscalização deveria ocorrer logo no início da manhã ou próximo ao encerramento das atividades, alegando que, durante o expediente, haveria tempo para organizar e limpar determinadas áreas.
Essas afirmações ainda não foram comprovadas oficialmente e precisam ser investigadas pelos órgãos competentes.
Funcionários também estariam expostos
A denúncia não envolve somente os consumidores. Pessoas que afirmam conhecer o funcionamento do mercado relatam que funcionários estariam sendo obrigados a trabalhar em condições inadequadas, convivendo com roedores, escorpiões, sujeira e produtos supostamente contaminados.
Caso essa situação seja confirmada, além do possível risco sanitário aos clientes, poderá existir também exposição indevida dos trabalhadores a condições insalubres e perigosas.
Nenhum funcionário deve ser obrigado a trabalhar em ambiente com infestação de pragas, risco de contaminação ou presença de animais peçonhentos sem que sejam adotadas as medidas de segurança necessárias.
Autoridades precisam averiguar imediatamente
Diante da gravidade da denúncia e do conjunto de materiais encaminhados, o Jornal Itapevi Notícias solicita uma fiscalização imediata e, preferencialmente, sem aviso prévio, por parte da Vigilância Sanitária, da Secretaria Municipal de Saúde, do setor de Zoonoses, do Procon e dos demais órgãos responsáveis.
A vistoria deverá verificar, entre outros pontos:
- As condições de armazenamento e conservação das carnes;
- A possível existência de embalagens roídas ou perfuradas;
- A presença de ratos, fezes, urina ou outros sinais de infestação;
- A possível presença de escorpiões;
- A circulação ou permanência de gatos sobre caixas e mercadorias;
- As condições de higiene das gôndolas, depósitos, câmaras e áreas de manipulação;
- A integridade, validade e procedência dos produtos comercializados;
- As condições de segurança e higiene oferecidas aos funcionários.
Jornal não está condenando, mas cobrando apuração
É importante deixar claro que o Itapevi Notícias não está condenando antecipadamente o estabelecimento nem afirmando como verdade definitiva todas as acusações recebidas.
O jornal está cumprindo seu papel de receber a denúncia, apresentar os relatos com responsabilidade e cobrar uma investigação oficial diante de uma situação que, se confirmada, poderá representar risco à saúde pública.
Somente uma fiscalização realizada pelas autoridades poderá atestar a veracidade das denúncias, identificar possíveis irregularidades e determinar as medidas necessárias.
O espaço permanece aberto para que a direção do Mercado Geração MG apresente sua versão, documentos, laudos, comprovantes de dedetização, controles de pragas ou qualquer outro esclarecimento que considere necessário.
A Prefeitura de Itapevi e os órgãos de fiscalização também poderão informar se já houve alguma vistoria no endereço e quais providências serão adotadas.
A população precisa de respostas. O que está sendo pedido não é uma condenação antecipada, mas uma averiguação urgente, transparente e rigorosa. Com a saúde dos consumidores e dos trabalhadores não se brinca.















