A Proposta de Emenda à Constituição que encerra a jornada 6×1, aprovada na Câmara dos Deputados, agora chega ao Senado Federal para novas discussões. O debate se intensifica com a sugestão de um senador que propõe horas ilimitadas de trabalho, remuneradas com base nas horas efetivamente trabalhadas.
O argumento central gira em torno da liberdade de escolha para os trabalhadores, em contraponto ao que foi aprovado na PEC 6×1, que enfatiza qualidade de vida, tempo dedicado à família, saúde mental e produtividade. O presidente da Comissão Especial da Câmara, deputado Alencar Santana, do PT, classificou a ação como ‘puro desespero’.
Impasses e pressões no Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ainda não estabeleceu o cronograma para a PEC, mas a primeira etapa é a escolha do relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Há requerimentos solicitando a convocação de uma sessão temática para debater os impactos econômicos e sociais da redução da jornada de trabalho.
Enquanto empresários pressionam para que a PEC não seja pautada este ano, o governo, a base aliada, sindicatos e trabalhadores defendem a rápida aprovação do texto. A incerteza paira sobre possíveis desdobramentos no Senado, com a probabilidade da PEC retornar à Câmara para nova votação ou ser fatiada e promulgada em partes, dependendo do consenso alcançado.
O impasse reside na definição do que é considerado consenso, gerando expectativas e tensões em relação ao desfecho dessa proposta.



