O Relatório de Segurança de Barragens 2026 (RSB 2026), divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), trouxe dados alarmantes sobre a situação das barragens no Brasil. Segundo o relatório, das mais de 14 mil barragens no país, 213 estão em situação crítica, apresentando risco de acidentes que podem afetar pessoas e infraestruturas importantes, como estradas e pontes.
Risco de acidentes e incidentes
O levantamento, em andamento desde 2011, monitora diferentes tipos de barragens, como as de mineração, agricultura, abastecimento, controle de vazão e hidrelétricas. Em 2025, foram registrados 18 acidentes e 23 incidentes, sem vítimas fatais, mas com evacuações de áreas urbanas e danos em estruturas civis.
As barragens consideradas prioritárias para intervenção são aquelas com problemas de conservação ou em desacordo com a Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). Espalhadas por 19 estados e pelo Distrito Federal, destacam-se estruturas no Ceará, Mato Grosso e São Paulo.
Desafios e lento avanço
Apesar do aumento no cadastro de barragens no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), ainda há 48% delas com situação indefinida. A implementação da PNSB encontra obstáculos, especialmente em barragens de mineração, abastecimento de água e irrigação. Veja também: Como Escolher um Bom Cartão de Crédito: Guia Completo.
O relatório destaca a necessidade de fiscalização e cobrança mais eficaz, apontando a falta de informações sobre 345 barragens. É urgente a estruturação de um sistema robusto para garantir a segurança dessas estruturas e evitar novos acidentes.
Fiscalização deficiente
Uma das preocupações levantadas é a queda no número de profissionais dedicados à fiscalização de barragens desde o desastre em Brumadinho. Apesar do aumento das inspeções, ainda há um déficit de 221 profissionais nas equipes mínimas recomendáveis. O desafio é garantir a segurança das barragens e prevenir novas tragédias.


