O debate sobre a regulamentação das embalagens de cigarros e a proibição de produtos com sabores que atraem os jovens está em destaque no cenário político nacional. Passados mais de 25 anos desde a lei que limitou a propaganda de cigarros e bebidas alcoólicas, um projeto de lei aguarda votação na Câmara dos Deputados para trazer mais restrições e controle sobre a indústria do tabaco.

Histórico da Regulamentação

Inicialmente, as restrições à publicidade de cigarros eram apenas relacionadas ao horário de veiculação, com os comerciais sendo proibidos entre as 21h e as 6h. No entanto, ao longo dos anos, novas leis foram implementadas, culminando na proibição total da propaganda em todos os meios de comunicação, inclusive nos pontos de venda.

Apesar das medidas restritivas, a presidente-executiva da Comissão para o controle do Tabaco do INCA, Tânia Cavalcante, destaca a importância de padronizar as embalagens de cigarros, que ainda são utilizadas como forma de publicidade.

Projeto de Lei em Análise

O projeto em questão visa padronizar as embalagens de cigarros e proibir produtos com sabores atrativos aos jovens, visando reduzir o início do consumo. Apesar de ter sido aprovado no Senado em 2019, o projeto encontra-se parado na Câmara dos Deputados, aguardando votação.

Tânia Cavalcante alerta ainda para novas estratégias da indústria do tabaco, como o uso de influenciadores digitais para promover o consumo de cigarros entre os jovens, evidenciando a necessidade de medidas mais rigorosas para combater essa prática.

Regulamentação do Álcool

Enquanto as restrições ao tabaco avançam, a legislação relacionada ao álcool ainda é considerada permissiva por especialistas. A proibição da propaganda de bebidas alcoólicas em horários específicos exclui cervejas e vinhos, gerando debates sobre a necessidade de ampliar as restrições.

Propostas em análise no Congresso Nacional buscam proibir anúncios de bebidas alcoólicas em todos os meios de comunicação, ampliando as medidas de controle sobre a publicidade desses produtos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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