A Procuradoria-Geral da República emitiu parecer contrário à revisão da condenação criminal de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. A manifestação foi enviada nesta terça-feira pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao Supremo Tribunal Federal.
O ex-presidente atualmente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, estando em prisão domiciliar temporária por motivos de saúde. A condenação de Bolsonaro ocorreu em setembro do ano passado pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
A defesa de Bolsonaro solicitou a revisão da condenação em maio deste ano, alegando um suposto ‘erro judiciário’. Os advogados argumentaram a falta de provas da participação do ex-presidente nos eventos de 8 de janeiro de 2023 e na liderança de um plano de golpe de Estado. Além disso, questionaram a condução do processo na Primeira Turma e a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
No entanto, Paulo Gonet afirmou que não há fundamentos para alterar a condenação ou reduzir a pena, pois a defesa não apresentou elementos novos que justifiquem a revisão do caso. O procurador-geral destacou que a condenação foi embasada em provas sólidas e mantida pelo STF após a análise dos recursos apresentados pela defesa.
Pedido será julgado pela Segunda Turma do STF
De acordo com o regimento interno do Supremo, o pedido de revisão criminal será julgado pela Segunda Turma, composta por André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux. O relator do caso é Nunes Marques, mas ainda não há previsão para o julgamento.
O desfecho desse processo deve aguardar as deliberações da Segunda Turma do STF, que terá a responsabilidade de analisar a solicitação de revisão da condenação de Bolsonaro. A decisão final poderá ter impactos significativos no cenário político nacional.
Vale ressaltar que a condenação do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado gerou repercussão no Brasil e no exterior, levantando debates sobre a democracia e o Estado de Direito.
Com base nas informações da Agência Brasil, o desfecho desse caso continuará sendo acompanhado de perto pela sociedade e pelos órgãos de imprensa, em meio a um contexto de intensa polarização política.



