Um estudo inédito realizado na Reserva Biológica Pedra Talhada, localizada entre Alagoas e Pernambuco, identificou 241 espécies de borboletas, sendo 87 novos registros para o estado de Alagoas. Além disso, foram documentadas 22 espécies nunca antes registradas na Mata Atlântica ao norte do Rio São Francisco, confirmando a presença de uma subespécie criticamente ameaçada de extinção.
A Reserva Biológica Pedra Talhada, situada em uma região conhecida como “brejo de altitude”, abriga uma área de quase 12 mil hectares no Nordeste brasileiro. O local se destaca por ser um enclave de floresta atlântica em meio a uma região predominantemente seca, com diversas nascentes e rios que tornam a mata mais úmida em comparação ao entorno.
O estudo foi liderado por pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em colaboração com a Unicamp, sob orientação do professor André Freitas. Foram realizadas cinco expedições de coleta na reserva entre 2018 e 2024, resultando na identificação de espécies pertencentes a sete famílias diferentes.
Das 241 espécies encontradas, a maioria pertence à família Nymphalidae, seguida por Hesperiidae, Lycaenidae, Riodinidae, Pieridae, Papilionidae e Hedylidae. O destaque do levantamento foi o registro da subespécie Scada karschina delicata, considerada criticamente ameaçada de extinção e de grande importância para a conservação.
Segundo Eduardo Tavares, do Laboratório de Entomologia da UFPB, o estudo preenche lacunas de conhecimento sobre a biodiversidade na região, expandindo o mapeamento da distribuição geográfica das borboletas. Além disso, fornece dados importantes para a conservação, validando a relevância ecológica dos brejos de altitude do Nordeste.
Fonte: https://g1.globo.com



