A desigualdade de renda no Brasil é ampliada pela presença proporcionalmente maior de ricos na política. Uma vez no poder, aqueles que acumulam riqueza tendem a criar leis e regulações que não favoreçam a distribuição de recursos.
A conclusão é do relatório Um Retrato das Desigualdades Brasileiras: Poder, Privilégio e a Captura da Democracia, publicado pela Oxfam Brasil. A concentração econômica sufoca a democracia ao conferir às elites o poder de veto sobre políticas públicas e influenciar eleições.
Desigualdade de renda e poder político
No caso brasileiro, a engrenagem conta com uma formação histórica marcada pelo legado da escravidão, pela concentração fundiária e pela capacidade secular das classes dominantes de reorganizar seus privilégios em diferentes ciclos de modernização.
Impacto global
Estudos internacionais também revelam o crescimento da riqueza dos bilionários e a influência desproporcional dos super-ricos na política, ameaçando as liberdades civis e a igualdade.
O Global Wealth Report 2026 posiciona o Brasil na quarta posição mundial em desigualdade patrimonial, destacando a persistência de estruturas tributárias que beneficiam os mais ricos e limitam o combate à desigualdade.
Desafios e críticas
A Oxfam critica a limitação das políticas de transferência de renda e destaca a necessidade de enfrentar as diferentes dimensões da desigualdade para promover mudanças efetivas na sociedade.
O relatório alerta para a oligarquização do poder, com um grupo restrito de pessoas brancas, masculinas e ricas influenciando as políticas em diversas esferas, perpetuando a desigualdade.



