O Programa Move Brasil, voltado para motoristas de aplicativo e taxistas, pode passar por mudanças visando aumentar a participação, conforme anunciado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Desde 27 de julho em vigor, o programa oferece linhas de crédito com juros reduzidos para a aquisição de veículos destinados ao trabalho destes profissionais.
Durigan mencionou que a equipe econômica está avaliando alterações para ampliar a adesão de bancos privados ao programa. Ele destacou a importância da integração com as plataformas para obter informações sobre a renda dos beneficiários. Durante reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros ministros, no Palácio da Alvorada, foram discutidas medidas relacionadas ao comércio exterior e ações em resposta às tarifas dos Estados Unidos.
Adesão abaixo do esperado
Apesar das expectativas iniciais, a adesão ao programa Move Brasil tem sido aquém do projetado. Os bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa, têm participado mais ativamente, enquanto as instituições privadas demonstram menor interesse em fornecer crédito dentro do programa.
Durigan ressaltou que, embora os resultados não atinjam as metas iniciais, o volume de operações realizadas ainda é relevante. O ministro mencionou que ajustes estão sendo estudados para incentivar os bancos privados a participarem mais ativamente e aumentar o volume de financiamentos.
Mudanças em avaliação
A equipe econômica planeja testar possíveis ajustes com os bancos privados, visando melhorar a integração do programa com as plataformas utilizadas pelos motoristas. O objetivo é facilitar o acesso às informações sobre a renda dos beneficiários, o que pode impulsionar o programa e aumentar os financiamentos concedidos.
Durigan enfatizou que, apesar do desempenho aquém do esperado no segmento de carros, o resultado geral dos programas é considerado positivo. Além do Move Brasil, foram discutidos outros programas de crédito durante a reunião com o presidente Lula, abrangendo diferentes setores da economia.
Lei de Reciprocidade Econômica
Durigan também abordou a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica em relação às tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O ministro assegurou que o governo manterá aberta a negociação diplomática com Washington, buscando soluções para possíveis impasses.
O Brasil iniciou um processo para avaliar a adoção de medidas de reciprocidade diante das tarifas norte-americanas. Durigan salientou a disposição do governo em negociar e acredita que a aplicação da reciprocidade pode contribuir positivamente para as tratativas, desde que realizadas com cautela e considerando os setores afetados.
A análise baseada na Lei 15.122/2025 prevê consultas diplomáticas e avaliação dos impactos das medidas adotadas pelos Estados Unidos. O governo brasileiro também estuda outras ações de apoio aos setores prejudicados pelas tarifas, como a possível ampliação do regime de drawback, visando reduzir ou suspender tributos sobre insumos utilizados na produção.



