Uma operação realizada na Assembleia Legislativa de Rondônia resultou na prisão de dois servidores comissionados e no afastamento de outros 11, em uma ação contra as chamadas ‘rachadinhas’. A ação, realizada pela Polícia Federal, teve como foco suspeitos envolvidos em lavagem de dinheiro, fraudes em licitações e associação criminosa. A operação incluiu dois mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão na cidade de Ariquemes, com a prefeitura local sendo alvo das investigações.
Além disso, os agentes da PF estiveram na capital Porto Velho, na sede da Assembleia Legislativa, e também em endereços em Manaus, no Amazonas. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 9 milhões em bens, ativos financeiros e criptoativos, com apreensão de dinheiro em espécie, relógios de luxo, veículos e equipamentos eletrônicos durante as diligências.
A investigação teve início em 2024, a partir de relatórios do Coaf que apontaram movimentações suspeitas de uma empresa de Manaus. A PF identificou uma associação criminosa operando em duas frentes: uma envolvida em fraudes em licitações e contratos públicos em Ariquemes, e outra dedicada ao desvio de recursos por meio de ‘rachadinha’, envolvendo contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa.
Segundo as autoridades, foram encontradas movimentações financeiras acima de R$ 9 milhões, valores considerados incompatíveis com a situação financeira dos investigados.


