O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) moveu uma ação civil pública contra a vereadora Eduarda Campopiano, pedindo uma indenização de R$ 100 mil por danos morais coletivos devido a um ataque transfóbico contra a deputada federal Erika Hilton.

A ação foi apresentada pela Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital e assinada pelo promotor Ricardo Manuel Castro, datada de 20 de outubro de 2026.

Eduarda Campopiano utilizou suas redes sociais para se referir a Erika Hilton como ‘homem biológico’, o que o MP-SP considerou uma negação pública da identidade de gênero da deputada, mulher trans, causando danos à coletividade de pessoas trans.

A Promotoria pede a Eduarda o pagamento da indenização, publicação de retratação pública, participação em curso sobre inclusão social e combate à discriminação, além de proibição de manifestações transfóbicas.

Limite da imunidade parlamentar e liberdade de expressão

A ação questiona os limites da imunidade parlamentar, destacando que não deve proteger manifestações discriminatórias desvinculadas do exercício do mandato. A liberdade de expressão, segundo o MP-SP, não pode justificar atos de transfobia.

Argumentos sobre transfobia e danos coletivos

O Ministério Público destaca a importância de combater a transfobia e proteger os direitos da comunidade LGBTQIA+, ressaltando que manifestações discriminatórias não estão cobertas pela liberdade de expressão.

Fonte: https://g1.globo.com

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