O Ministério da Saúde (MS) aprovou cinco Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) que visam a produção de medicamentos essenciais para o Sistema Único de Saúde (SUS). As parcerias envolvem a futura Butantan Farma, anteriormente conhecida como Fundação para o Remédio Popular Chopin Tavares de Lima (Furp), e diversas empresas privadas.

A iniciativa busca ampliar o acesso a tratamentos para doenças raras, como fibrose cística e amiloidose, além de medicamentos oncológicos, como para leucemias e carcinoma de células renais, e para doenças negligenciadas, como o antirretroviral para tratamento do HIV.

A aprovação das PDPs foi anunciada durante reunião plenária do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, com a presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e representantes do Instituto Butantan e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).

As empresas privadas Cristália, Prati & Donaduzzi, Biocon Pharma e Nortec, Blanver e Cyg Biotech são as parceiras envolvidas na produção dos medicamentos.

Durante o evento, o Ministério da Saúde também anunciou um investimento de R$ 15 bilhões no setor industrial, formalizando um total de 31 novas Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP). O objetivo é aumentar a produção nacional de produtos considerados estratégicos para o SUS e garantir uma oferta mais ampla de medicamentos e vacinas para a população.

A seleção de novos projetos de PDP, que promove a transferência de tecnologia para o país através da colaboração entre instituições públicas e privadas, havia sido interrompida em 2017. O atual governo retomou a iniciativa, resultando em um número recorde de 147 novos projetos recebidos em um chamamento público.

As parcerias aprovadas incluem:

Ivacaftor 150mg (fibrose cística), em parceria com a Cristália, com produção prevista após o término da proteção patentária em junho de 2026.
Tafamidis Meglumina 20mg (amiloidose), em parceria com a Prati & Donaduzzi, sem proteção de patente.
Dasatinibe 20 e 100mg (leucemias), em parceria com a Biocon Pharma e Nortec, sem proteção de patente.
Pazopanibe 200mg e 400mg (carcinoma de células renais), em parceria com a Blanver e Cyg Biotech, sem proteção de patente.
Dolutegravir 50mg + Lamivudina 300mg (HIV), em parceria com a Blanver e Cyg Biotech, com produção prevista após o término da proteção patentária em abril de 2026.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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