O mercado financeiro revisou suas projeções para a economia brasileira, com destaque para a inflação e a taxa Selic. De acordo com o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano foi elevada para 5,33%, ultrapassando o intervalo da meta estabelecida pelo BC. Mesmo com o acordo para o fim da guerra no Oriente Médio, que impacta os preços dos combustíveis e alimentos, a expectativa de inflação segue em alta.
Impacto da Selic e projeções futuras
Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente em 14,25% ao ano, a projeção do mercado é que a Selic alcance 14% ao ano até o final de 2026. Mesmo com as reduções recentes, a incerteza em relação ao acordo no Oriente Médio tem influenciado as decisões do Copom.
A expectativa é que a taxa Selic seja reduzida para 12% ao ano em 2027, 10,25% ao ano em 2028 e 10% ao ano em 2029. A redução dos juros pode estimular a economia, tornando o crédito mais acessível e incentivando o consumo e produção.
Crescimento econômico e câmbio
As projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 apontam para uma expansão de 1,98%. Para os anos seguintes, o mercado prevê um crescimento de 1,7% em 2027 e 2% em 2028 e 2029. No primeiro trimestre de 2026, a economia brasileira cresceu 1,1% em relação ao último trimestre de 2025, com expansão de 2% no acumulado de 12 meses.
Quanto ao câmbio, a cotação do dólar deve encerrar o ano em R$ 5,20 e chegar a R$ 5,27 em 2027. Essas projeções refletem a volatilidade do mercado cambial e os impactos econômicos globais.



