Uma rebelião na Penitenciária I de Potim, no interior de São Paulo, resultou na morte de dois detentos após visitantes terem sua entrada barrada, de acordo com informações da Polícia Civil.

O tumulto teve início no último fim de semana no pavilhão 5 da unidade prisional, mobilizando equipes da Polícia Penal e do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da Polícia Militar. Além dos dois detentos mortos, outros quatro ficaram feridos durante a ocorrência.

Rebelião desencadeada por proibição de entrada de visitantes

Segundo o boletim de ocorrência, a rebelião teve início quando duas mulheres tiveram sua entrada negada devido a suspeitas de estarem portando objetos ilícitos durante a revista corporal com scanner na entrada da cadeia.

A recusa de acesso às visitantes gerou uma reação dos detentos, que ameaçaram os servidores e deram início ao motim no pavilhão. Os presos Anderson Luiz Cesário, conhecido como “Batata”, e Gabriel Nogueira Carvalho de Jesus foram apontados como líderes da rebelião, impondo exigências à administração e influenciando outros detentos.

Durante a crise, os presos exibiram objetos cortantes improvisados e ameaçaram de morte, resultando em violência física extrema contra os detentos que foram mantidos como reféns.

Desfecho da rebelião e investigação em curso

Após a morte dos dois detentos, os demais presos mutilaram os corpos e incendiaram uma das vítimas. A situação foi controlada por volta das 6h do domingo, com o restabelecimento do controle na unidade.

A Penitenciária I de Potim passou por uma revista geral e suspendeu as visitas por questões de segurança. A Secretaria de Administração Penitenciária instaurou um procedimento para apurar o caso, que segue sob investigação da Polícia Civil.

A defesa dos presos apontados como responsáveis pela rebelião ainda não foi localizada para comentar o ocorrido.

Fonte: https://g1.globo.com

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