Um laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo revelou uma reviravolta no caso da soldado Gisele Alves Santana, descartando a hipótese de suicídio e apontando para um assassinato. O tenente-coronel Geraldo Neto, réu por feminicídio contra Gisele, permanece detido.
Segundo o documento assinado recentemente, a análise dos padrões de manchas de sangue e outros elementos objetivos encontrados no local do crime contradiz a possibilidade de suicídio. O laudo indica a participação de uma segunda pessoa na morte da policial.
Circunstâncias do Crime
Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça em seu apartamento em São Paulo, onde vivia com seu companheiro, o tenente-coronel Geraldo Neto. Inicialmente, ele relatou o incidente como suicídio, mas a ocorrência foi posteriormente considerada como morte suspeita.
Geraldo Neto foi preso um mês após o assassinato e permanece detido preventivamente. A família de Gisele sempre contestou a teoria do suicídio. O advogado que representa os familiares da vítima destacou que o laudo confirma o que já era suspeitado desde o início.
Detalhes Adicionais
Os laudos do Instituto Médico Legal já haviam identificado lesões no rosto e na região cervical da vítima, indicando pressão digital e escoriações por unhas. Além disso, houve um intervalo significativo entre o momento do disparo e a chamada de socorro por Geraldo Neto.
O interrogatório do acusado foi adiado para outubro, enquanto a defesa do réu não se pronunciou até o momento. O desenrolar do caso continua a surpreender, mantendo a atenção sobre as investigações em andamento.



