O júri popular dos três policiais militares acusados de participar do assassinato do delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) Antônio Vinícius Gritzbach teve início no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo. A primeira testemunha a prestar depoimento foi William Souza Santos, uma das vítimas do ataque ocorrido no Aeroporto Internacional de São Paulo.

William, que trabalhava no aeroporto, relatou que não conhecia as vítimas do ataque e não conseguiu identificar os atiradores. Ele foi atingido durante o incidente e descreveu o momento em que os disparos foram efetuados. O julgamento, que conta com um total de sete jurados no Conselho de Sentença, tem previsão de durar cinco dias, com sessões iniciando sempre às 10h.

Durante o depoimento, William mencionou que o aeroporto estava relativamente tranquilo até o momento do ataque. Ele descreveu a chegada de um carro e o instante em que ouviu os tiros, sendo atingido em três dedos da mão. O empresário Gritzbach acabou falecendo no incidente, que também vitimou o motorista Celso Araujo Sampaio de Novais.

Testemunhas e acusações

Ao todo, serão ouvidas 21 testemunhas durante o julgamento. Entre elas estão sobreviventes do tiroteio, familiares das vítimas, oficiais envolvidos nas investigações e peritos responsáveis pelos relatórios periciais. Os promotores responsáveis pela acusação indicaram nove testemunhas, enquanto as defesas dos réus apresentaram 12, incluindo uma em comum com o Ministério Público.

A polêmica envolvendo os réus

Os réus, sendo um tenente e dois soldados da Polícia Militar, são acusados de homicídio qualificado e tentativas de homicídio no caso Gritzbach. As defesas alegam inocência e criticam a investigação, apontando para a possibilidade de falhas no direcionamento das apurações. O julgamento é visto como um marco pela ligação entre policiais e facções criminosas.

Gritzbach, antes de ser morto, havia delatado um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro envolvendo facções criminosas e policiais corruptos. O desfecho do julgamento dos PMs será determinante para a justiça e para a relação entre segurança pública e criminalidade organizada.

Fonte: https://g1.globo.com

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