A presença cada vez mais frequente de motociclistas nas ruas de São Paulo, principalmente durante as entregas de compras online, tem chamado a atenção para comportamentos arriscados no trânsito da cidade. Em uma realidade onde a agilidade é crucial, muitos condutores de motos têm sido flagrados desrespeitando sinais vermelhos, circulando na contramão e colocando em perigo não apenas suas vidas, mas a de outras pessoas.

Com mais de 6.200 cruzamentos semafóricos na capital paulista, a grande maioria não conta com radares para coibir infrações. Segundo a CET, dos 879 equipamentos de fiscalização eletrônica em toda a cidade, aproximadamente 70% são capazes de identificar as placas traseiras das motos, mesmo quando trafegam fora das faixas destinadas.

Em um trecho da Avenida Giovanni Gronchi, na Vila Andrade, onde não há radar, entregadores foram vistos cruzando pistas na contramão, desrespeitando faixas de pedestres e circulando pela calçada, em meio aos pedestres. As manobras perigosas foram observadas em várias situações, destacando a falta de respeito às normas de trânsito.

Aumento nas multas, mas impunidade persiste

Mesmo com o aumento das multas por excesso de velocidade entre os motociclistas, nem todos os radares conseguem registrar as infrações. Um alerta na Avenida Rebouças informa que 475 motociclistas perderam suas vidas no trânsito da capital em 2025, porém, muitos ignoram a mensagem ao passarem pelo local. Veja também: Identificando os Sinais de que seu Pet Está com Dor.

Em situações flagradas pela TV Globo, motociclistas são vistos desrespeitando sinais vermelhos e realizando conversões proibidas, demonstrando um comportamento desafiador em relação às normas de trânsito. A falta de fiscalização efetiva e a sensação de impunidade contribuem para a continuidade dessas práticas imprudentes.

Medidas e orientações necessárias

A Amobitec, associação dos aplicativos de entrega, afirma que orienta os entregadores a respeitarem as leis de trânsito e fornece materiais educativos sobre condução segura. Apesar disso, a eficácia dessas orientações ainda é questionável diante do cenário de desrespeito observado nas ruas.

A CET, por sua vez, destaca que possui medidas para monitorar o trânsito na cidade e contesta a ideia de falta de equipamentos de fiscalização. A companhia afirma que a quantidade de radares ativos é suficiente para capturar as placas traseiras das motos e que as autuações por excesso de velocidade têm aumentado. Ainda assim, a sensação de impunidade persiste entre os infratores.

Fonte: https://g1.globo.com

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