O julgamento do caso Henry Borel, no 2° Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, atinge um marco crucial nesta terça-feira (2), adentrando em seu nono dia. Este se torna o júri mais extenso da história do Estado, superando o caso da deputada cassada Flordelis, ocorrido em novembro de 2022, o qual se estendeu por sete dias e culminou em sua condenação por planejar o assassinato do marido.
Durante o período compreendido entre 25 de maio e segunda-feira (1º), foram ouvidas 22 testemunhas, sendo o último depoimento realizado pelo médico Jeferson Evangelista Correa, contratado pela defesa de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, um dos acusados juntamente com a mãe de Henry, Monique Medeiros.
Próximos passos do julgamento
Com o encerramento da fase das testemunhas, o júri adentra a reta final, com a expectativa de que o veredicto seja proferido entre quarta-feira (3) e quinta-feira (4).
Na terça-feira, está prevista a oitiva dos dois réus, sendo que a defesa de Jairinho obteve uma decisão judicial para que Monique preste seu depoimento antes dele, a fim de que possa se preparar para as acusações.
Após os interrogatórios, a quarta-feira reserva-se para as sessões de debates, onde Ministério Público e assistência de acusação terão a oportunidade de se manifestar, seguidos pela defesa.
Posteriormente, o Conselho de Sentença, composto por sete jurados, será incumbido de responder aos quesitos relacionados à matéria de fato e à possível absolvição dos acusados, decidindo de forma sigilosa e por maioria simples o destino dos réus.
Durante todo o processo, os jurados permanecem incomunicáveis, sem acesso a redes sociais ou notícias, demonstrando a seriedade e imparcialidade do julgamento.



