Onda de protestos tomou diversas capitais contra operação policial no Rio

Manifestações foram realizadas nesta sexta-feira em diversas capitais brasileiras, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e São Luís, no Maranhão, em resposta à Operação Contenção, realizada recentemente no Rio de Janeiro. A ação policial, que resultou em 121 mortos, é considerada a mais letal da história do país.

No Rio de Janeiro, moradores dos complexos da Penha e do Alemão, juntamente com residentes de outras favelas, organizaram uma caminhada de protesto. Apesar da chuva, milhares de pessoas se reuniram na Vila Cruzeiro, uma das comunidades do Complexo da Penha. Entre os participantes, destacaram-se mães de jovens que perderam a vida em operações policiais anteriores.

Em São Paulo, manifestantes se reuniram na Avenida Paulista. O movimento negro exigiu a federalização da investigação da ação policial, além da criminalização do governador e dos policiais militares envolvidos. Representantes da Coalizão Negra por Direitos e da Uneafro Brasil enfatizaram a necessidade de políticas de acolhimento e acesso à justiça para as famílias das vítimas e reparação aos moradores pelos danos causados.

Zezé Menezes, fundadora da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, comparou o número de mortos na operação com o de conflitos armados declarados, ressaltando a importância de combater a violência com a força dos movimentos sociais e da população.

No Maranhão, em São Luís, movimentos sociais se reuniram na Praça Deodoro, no centro da cidade, expressando suas críticas à violência policial por meio de cartazes, faixas e bandeiras. O estudante Alex Silva, de 18 anos, criticou a operação, classificando-a como necropolítica, que afeta desproporcionalmente as populações pobres e periféricas. Claudicéia Durans, do movimento Quilombo Classe e Raça, condenou a normalização de operações desse tipo em comunidades carentes.

Em Brasília, o ato foi realizado próximo à Esplanada dos Ministérios, com manifestantes defendendo uma investigação independente da Operação Contenção. Maria das Neves, do Conselho Nacional de Direitos Humanos, classificou a operação como um brutal atentado contra a vida do povo preto e favelado. O conselho solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o governador do Rio de Janeiro preste informações sobre a ação policial. Outro pedido foi encaminhado à ministra dos Direitos Humanos para a realização de uma perícia independente.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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