Um levantamento recente do Ministério da Saúde revelou um aumento assustador nas denúncias de violência contra crianças e adolescentes, com um crescimento de mais de 120% em apenas cinco anos. De acordo com o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), as ocorrências saltaram de 73.635 em 2020 para 165.413 em 2025, mostrando uma realidade alarmante e preocupante.

A violência predominante e os perfis das vítimas

A análise realizada pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) revelou que a maioria esmagadora das denúncias foi feita por garotas, representando 62% das vítimas. Além disso, a violência sexual foi a ocorrência mais frequente, seguida por casos de negligência e abandono, e violência física.

O estudo destacou que o ambiente doméstico é o principal local onde as agressões ocorrem, com a mãe sendo identificada como agressora em 34% dos casos e o pai em 26% das ocorrências registradas.

Alerta nacional e necessidade de ação imediata

O psiquiatra e presidente da SPDM, Ronaldo Laranjeira, ressaltou a gravidade do problema e a necessidade de um esforço conjunto para combater a violência infantojuvenil. Ele enfatizou que as consequências das agressões podem afetar o desenvolvimento e aumentar vulnerabilidades futuras nas vítimas.

O estudo também apontou que todas as regiões do Brasil apresentaram aumento nas notificações, com destaque para o Nordeste, que liderou o ranking de variação percentual. A SPDM reforçou a importância da capacitação dos profissionais, do fortalecimento das redes de proteção e da implementação de ações de prevenção eficazes.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhar.
Deixe Uma Resposta

Olá vamos conversar!