Miriam Maria da Silva, uma sobrevivente de 49 anos, compartilha sua história de superação e recomeço após sobreviver a um feminicídio em Ribeirão Preto (SP). Em 2016, a merendeira escolar foi brutalmente atacada com 17 facadas pelo ex-companheiro, deixando-a hospitalizada por uma semana.
A força de Miriam
Uma das facadas atingiu seu pulmão, desencadeando um longo processo de recuperação física e emocional. Após a alta, Miriam enfrentou medos, pesadelos e buscou auxílio psicológico e psiquiátrico para lidar com o trauma.
A importância da Lei Maria da Penha
O agressor foi preso com base na Lei Maria da Penha, marco na legislação brasileira de combate à violência doméstica. Miriam ressalta que, mesmo uma década após o crime, aprendeu a não carregar a culpa pela violência sofrida, afirmando: ‘Cada um carrega o que é seu’.
Antes da tragédia
Criada em Ribeirão Preto após ser adotada, Miriam enfrentou uma vida marcada por responsabilidades desde jovem, tornando-se mãe aos 15 anos e trabalhando incansavelmente para sustentar sua família. O relacionamento abusivo com o ex-companheiro foi marcado por sinais de alerta ignorados.
Os sinais ignorados
Miriam relembra que o relacionamento era marcado por discussões frequentes e comportamentos agressivos por parte do agressor. Após uma agressão com um cabo de vassoura, ela buscou ajuda policial e deparou-se com meses de ameaças e perseguições constantes.
O dia do crime
O fatídico dia do crime ocorreu de maneira surpreendente para Miriam, que, ao retornar para casa, foi surpreendida pelo ex-companheiro armado com uma faca. O ataque brutal resultou em uma semana de internação e um longo processo de recuperação física e emocional.
O caminho para a superação
Após o trauma, Miriam enfrentou desafios emocionais profundos, contando com o apoio de seus filhos e familiares. A jornada de superação envolveu tratamento psicológico e a reconstrução de sua vida, ressignificando o papel de vítima para o de sobrevivente.
Fonte: https://g1.globo.com



