A defesa do ex-jogador Robinho apresentou um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) visando retirar o caráter hediondo da pena de nove anos de prisão por estupro coletivo, o que possibilitaria sua progressão para o regime semiaberto. Nessa condição, Robinho teria permissão para estudar e trabalhar durante o dia, sendo obrigado a retornar à prisão à noite.
Robson de Souza, mais conhecido como Robinho, foi detido em 21 de março de 2024 por um crime cometido contra uma mulher albanesa na Itália em 2013. A prisão foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) após uma decisão que o obrigava a cumprir a sentença imposta pela Justiça italiana no Brasil.
O pedido de habeas corpus foi inicialmente protocolado pelo advogado José Eduardo Rangel de Alckmin e outros cinco profissionais, porém, posteriormente, o advogado Bruno Dias Cândido assumiu a defesa e reiterou a solicitação. Atualmente, o processo aguarda decisão do ministro Luiz Fux.
A defesa argumenta que a pena imposta na Itália foi referente a um crime comum, sendo o STJ responsável por acrescentar o caráter hediondo. Caso a progressão seja autorizada, Robinho poderá passar para o regime semiaberto, pois já cumpriu mais de dois anos de prisão.
Repercussão e Desdobramentos
Caso a solicitação seja aceita, Robinho poderá ter uma mudança significativa em sua situação carcerária. O advogado Fabio Hypolitto explicou que crimes hediondos exigem um período maior em regime fechado, o que já foi cumprido pelo ex-jogador. A decisão final caberá ao ministro Luiz Fux.
A defesa ressalta que não busca tratamento privilegiado, mas sim a adequação da pena de Robinho ao contexto brasileiro, garantindo que ele cumpra a sentença estabelecida na Itália. O desfecho desse processo ainda é aguardado com expectativa.
Fonte: https://g1.globo.com



