A defesa de Jair Bolsonaro informou ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, nesta quarta-feira (29), que o ex-presidente não autorizou a utilização de sua imagem e voz para a produção de vídeo elaborado com recursos de Inteligência Artificial e exibido durante a convenção do PL, no último sábado (25).
O pedido de explicações foi solicitado pelo ministro Moraes, relator do caso, que havia dado prazo de 48 horas para a defesa se manifestar. Ele destacou que Bolsonaro está em prisão domiciliar, impedido de fazer divulgações político-eleitorais, inclusive por terceiros.
Em comunicado publicado nas redes sociais, o advogado do ex-presidente, Paulo Cunha Bueno, afirmou que Bolsonaro não teve contato com o filho Flávio devido às restrições impostas pelo STF. Bueno acrescentou que, desde o período em que Bolsonaro era presidente, seus filhos utilizavam sua imagem pública na atividade político-partidária.
No vídeo transmitido durante a convenção do PL, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, Jair Bolsonaro aparece fazendo um discurso com críticas ao cumprimento da prisão, por tentativa de golpe de Estado, e com mensagem de apoio a Flávio, em uma simulação criada por inteligência artificial.
No pedido de explicação, o ministro Alexandre de Moraes ressaltou que, se não houve autorização, o uso da IA do ex-presidente pode ter implicações na esfera eleitoral e ser considerado como divulgação de deepfake, proibida pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Com a recente polêmica envolvendo o uso indevido da imagem de Jair Bolsonaro, a situação ganha nova complexidade e pode ter desdobramentos significativos no cenário político nacional.
Com informações da Agência Brasil.



