Seis dias após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 na Câmara dos Deputados, que visa acabar com a escala 6×1, o Senado ainda não deu andamento ao projeto.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), permanece em silêncio em relação ao andamento da matéria, enquanto a oposição apresentou uma PEC alternativa que mantém a escala de seis dias de trabalho e a jornada de 44 horas semanais.
Posicionamento Estratégico
Diferentemente da PEC aprovada na Câmara, que aguarda tramitação no Senado, Alcolumbre enviou a proposta da oposição para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no mesmo dia da apresentação.
Procurada pela Agência Brasil, a assessoria de Alcolumbre não se pronunciou sobre o assunto.
Cautela e Estratégia
Segundo a cientista política Luciana Santana, a demora do Senado em definir a tramitação da PEC demonstra uma cautela institucional de Alcolumbre, que busca equilibrar interesses contraditórios.
Representantes empresariais têm pressionado por mudanças no texto e a oposição se mobiliza para preservar a escala 6×1.
Possíveis Desdobramentos
Líderes governistas aguardam a definição da tramitação após uma reunião de líderes na próxima semana. A CCJ, liderada pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), dará prioridade à votação da PEC da Câmara.
A oposição, liderada por Rogério Marinho (PL-RN), critica a redução da jornada de trabalho e propõe um modelo alternativo baseado em negociações diretas entre empregador e empregado.



