O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, solicitou formalmente à Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), ligada ao Ministério da Justiça, a transferência de dez detentos de unidades prisionais do estado para presídios federais de segurança máxima. O pedido foi realizado nesta terça-feira (28).

A medida surge em resposta aos recentes episódios de violência e caos na cidade, atribuídos a ordens emanadas de dentro dos presídios. Os detentos em questão são apontados como líderes que determinaram bloqueios de vias públicas e sequestros de ônibus em diversos pontos da capital.

Anteriormente, o governador Castro manteve contato com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffman, e com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para discutir a operação realizada nos Complexos do Alemão e da Penha.

A Operação Contenção, deflagrada nas comunidades, resultou em um saldo de 64 mortos, incluindo quatro policiais. Além disso, 15 agentes das polícias civil e militar ficaram feridos. As forças de segurança apreenderam 93 fuzis e efetuaram a prisão de 86 suspeitos.

Castro expressou gratidão pela receptividade dos ministros Gleisi Hoffman e Rui Costa, mencionando que ambos ofereceram o apoio do governo federal e agendaram uma nova conversa para discutir a situação.

O governador ressaltou a importância de despolitizar a questão da segurança pública e afirmou que qualquer auxílio do governo federal, dentro das necessidades do estado, será bem-vindo. Ele também rebateu críticas de precipitação na operação, justificando que a ação visava o cumprimento de mandados judiciais e era fruto de uma investigação com duração superior a um ano, planejada há 60 dias com a participação do Ministério Público estadual.

A operação ainda está em andamento. Na noite de terça-feira, houve relatos de troca de tiros entre agentes do Bope e criminosos na área de mata conhecida como Vacaria, no Complexo do Alemão.

A Rio Ônibus informou que 71 coletivos foram utilizados como barricadas em várias partes da cidade durante o dia, com o objetivo de dificultar o trabalho das forças de segurança.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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