Uma nova campanha nacional foi lançada com o objetivo de aumentar a conscientização sobre o capacitismo e incentivar a população a combater essa forma de discriminação. A iniciativa foi apresentada durante a cerimônia de posse dos novos membros do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), realizada em Brasília.

Intitulada “Discriminação contra Pessoas com Deficiência Tem Nome: Capacitismo!”, a campanha utiliza vídeos curtos com depoimentos de pessoas com deficiência que compartilham suas experiências com o capacitismo. A Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) colaborou com a iniciativa, fornecendo assistência técnica e elaborando a cartilha “Combata o Capacitismo”.

O material da campanha oferece informações detalhadas sobre as diversas formas de discriminação enfrentadas por pessoas com deficiência. O objetivo é incentivar a participação da sociedade civil, por meio de coletivos e influenciadores, na divulgação da mensagem. A hashtag oficial CombataoCapacitismo foi criada para agregar o conteúdo e ampliar o alcance da campanha nas redes sociais e outros canais de comunicação.

De acordo com a secretária nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Anna Paula Feminella, é fundamental conscientizar aqueles que não conhecem ou não convivem com pessoas com deficiência, a fim de desnaturalizar práticas discriminatórias e garantir o respeito aos direitos humanos.

A secretária ressaltou que o capacitismo, assim como o racismo, é uma prática estrutural presente no Brasil e em muitos outros países. A dificuldade em identificar e reconhecer as pessoas com deficiência contribui para sua invisibilidade e para o que ela chama de “epistemicídio”, que é o apagamento de seus dados e conhecimentos.

Diversas entidades públicas, científicas e do sistema judiciário já aderiram à campanha, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O objetivo é promover uma mudança cultural que garanta a plena participação das pessoas com deficiência na sociedade.

O lançamento da campanha ocorreu durante a 142ª Reunião Ordinária do Conade, que marcou a posse de 19 representantes de órgãos governamentais e 19 representantes da sociedade civil, incluindo a retomada da participação dos conselhos estaduais e municipais.

Para Anna Paula Feminella, a reconstrução do conselho, criado em 1999 e extinto em abril de 2019, representa um importante passo na luta pela garantia dos direitos e pela participação social das pessoas com deficiência. Ela também mencionou que o conselho enfrentou o capacitismo estrutural, intensificado no governo anterior.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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