Brasil e Quênia, como convidados da cúpula do G7 na França, se posicionaram a favor das parcerias estabelecidas com a China, mesmo diante das críticas dos líderes das potências ocidentais contra Pequim.
Durante o encontro, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do Quênia, William Samoei Ruto, destacaram a importância das parcerias com a China para os interesses econômicos dos países latino-americanos e africanos.
O presidente Lula enfatizou que enquanto os países desenvolvidos veem a economia chinesa como uma ameaça, os países não desenvolvidos enxergam como uma oportunidade. Ele ressaltou o papel dos investimentos chineses na África e América Latina, destacando a falta de concorrência de europeus e norte-americanos nesses territórios.
Parcerias Estratégicas
Na visão do presidente queniano, ter a China como parceiro é uma escolha estratégica, trazendo benefícios para o desenvolvimento econômico do país. Nas últimas décadas, a África tem se beneficiado das relações com a China, especialmente em infraestrutura e indústrias.
Na América Latina, a China se tornou o principal parceiro comercial de muitos países da região, despertando preocupações nos EUA sobre a influência chinesa. O embate entre Washington e Pequim sobre a predominância na América Latina tem sido evidente.
Desequilíbrio Econômico
Os líderes do G7 expressaram preocupação com os desequilíbrios na economia mundial causados pela China, apontando superávits significativos e baixo consumo como fatores prejudiciais para a balança comercial global. O grupo criticou a desvalorização do renminbi e o domínio chinês em setores estratégicos.
A China, por sua vez, defendeu suas práticas econômicas, afirmando estar em conformidade com normas internacionais e reforçando a importância do respeito às regras do comércio internacional.
Brasil no G7
O Brasil assinou três dos nove documentos do G7, abordando questões como combate ao câncer, proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais e combate ao narcotráfico. O governo brasileiro optou por não assinar os demais documentos, alegando divergências de visão em relação aos posicionamentos do grupo.



