O bancário Thiago Arruda Campos Rosas, acusado de atropelar e matar o cantor de pagode Adalto Mello enquanto dirigia embriagado em São Vicente, no litoral de São Paulo, será levado a júri popular. A sentença, divulgada pelo g1 nesta terça-feira (19), determina que ele aguarde o julgamento em liberdade. Thiago está em liberdade desde maio de 2025, quando uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares.
O juiz Alexandre Torres de Aguiar, da 1ª Vara Criminal de São Vicente, avaliou que existem indícios suficientes de autoria e materialidade para que o bancário seja julgado por homicídio qualificado no Tribunal do Júri. A data do julgamento ainda não foi marcada. Segundo o magistrado, Thiago, mesmo consciente da embriaguez, optou por dirigir durante a noite, em condições de visibilidade reduzida, e em um caminho de risco.
O laudo do Instituto de Criminalística indicou que Thiago dirigia em velocidade incompatível com a permitida no momento do acidente. O cantor Adalto Mello, de 39 anos, que pilotava uma motocicleta, foi atingido pelo carro conduzido por Thiago, resultando em sua morte. Adalto era cantor, compositor e formado em Educação Física, deixando um filho menor de idade.
Embriaguez e consequências legais
O teste do bafômetro indicou que Thiago estava com 20,5 vezes mais álcool no organismo do que o permitido por lei, com um resultado de 0,82 mg/l, superior ao limite de 0,04 mg/l. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, dirigir com essa concentração de álcool pode resultar em pena de seis meses a três anos de prisão, além de multa e suspensão ou cassação da CNH.
O caso chocou a cidade de São Vicente e agora segue para julgamento popular, onde a justiça decidirá o desfecho dessa tragédia que tirou a vida de um talentoso artista da música brasileira.
Fonte: https://g1.globo.com



