O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) guarda em seus arquivos diversas histórias que estão diretamente ligadas ao mundo do futebol. Entre os casos mais marcantes, estão processos envolvendo o furto da Taça Jules Rimet, a disputa pelo álbum de figurinhas dos tricampeões do mundo em 1970 e até mesmo o sequestro do pai do jogador Romário.
Gilberto de Souza Cardoso, diretor da Divisão de Gestão de Documentos, destaca a importância desses registros, especialmente durante os tempos de Copa do Mundo. Segundo ele, os documentos guardam não apenas os crimes em si, mas também a relação afetiva dos brasileiros com o futebol.
Raridades no acervo do TJRJ
Um dos processos mais emblemáticos é o do furto da Taça Jules Rimet, ocorrido em 1983 na antiga sede da CBF. O documento revela detalhes desde a investigação até a condenação dos envolvidos, mantendo viva a tradição do azar que marcou a trajetória do troféu.
Esse acervo também abrange o processo do álbum de figurinhas ‘Heróis do Tri’, que gerou ações judiciais de ex-jogadores contra a CBF e a Editora Abril por uso indevido de imagem. A chefe de serviço Marileia Salazar destaca a relevância histórica e jurídica dessas ações para a proteção do direito de imagem dos atletas.
Desdobramentos e polêmicas
Outro caso emblemático é o processo movido por Zico contra Romário por declarações consideradas ofensivas. A ação por danos morais foi favorável a Zico e influenciou debates sobre o direito de imagem no esporte.
Além disso, o sequestro do pai de Romário às vésperas da Copa do Mundo de 1994 também é abordado nos autos judiciais. O episódio teve desfechos que quase afetaram a participação do jogador na competição.
Ligação entre esporte e sociedade
Os registros judiciais permitem compreender não apenas os aspectos legais, mas também as transformações nas carreiras dos atletas e os contextos históricos do futebol brasileiro. A preservação dessas histórias se torna essencial para a compreensão da relação entre esporte e sociedade.



