O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está intensificando suas ações no combate à violência doméstica, com a ampliação dos grupos reflexivos destinados aos autores desse tipo de violência.
Nos últimos seis anos, o Brasil registrou um aumento significativo de 125% no número de grupos reflexivos para autores de violência doméstica. Essa iniciativa tem como objetivo orientar a responsabilização e a mudança de comportamento dos homens que praticam violência contra as mulheres, em conformidade com a Lei Maria da Penha.
De acordo com dados do CNJ, o número de grupos saltou de 312, em 2020, para 704, em 2026. A participação dos autores nessas reuniões é determinada judicialmente, sendo esses encontros muito mais do que simples instrumentos de punição, mas sim ferramentas de proteção às mulheres e de transformação de comportamentos. Veja também: Como Preparar Panettone Caseiro: Receita Prática e Deliciosa.
Além de reduzir a reincidência e a escalada da violência, nos grupos reflexivos os homens debatem e refletem sobre temas como machismo, relações de poder e abusos.
Em comemoração aos 20 anos da Lei Maria da Penha, celebrados em agosto, o CNJ anunciará um documento com propostas para orientar a atuação do Judiciário em relação a esses grupos reflexivos. Também será lançado um manual com diretrizes para a implantação, funcionamento e monitoramento dessas iniciativas em todos os tribunais do país.



