Uma universitária de Presidente Prudente (SP) desabafou após ter sua imagem exposta em um ‘ranking’ de teor sexual e depreciativo, criando um clima de ansiedade e indignação entre os estudantes da região.

A jovem, que preferiu não se identificar, relatou que descobriu seu envolvimento no caso através de uma nota de repúdio da Atlética publicada nas redes sociais. Ao ver as fotos e os comentários, entrou em crise de ansiedade e se sentiu desamparada.

Impacto emocional e apoio institucional

Sentindo-se completamente sem chão, a universitária destacou a importância do apoio policial e institucional diante da situação. Outras alunas, mesmo não expostas, relataram se sentir vulneráveis e indignadas com o ocorrido.

A universidade realizou uma reunião com os alunos e tem oferecido suporte em questões de saúde mental. A Polícia Civil, por sua vez, identificou cinco suspeitos de criar o ‘ranking’ e segue investigando o caso.

Contexto e desdobramentos

O ‘ranking’ expunha e avaliava alunas da universidade com termos sexuais e depreciativos, gerando revolta e protestos. As fotos foram retiradas das redes sociais sem autorização e distribuídas em grupos de mensagens privados, acompanhadas de comentários ofensivos.

O episódio foi classificado como um ato de misoginia organizada, com conexões com ideologias prejudiciais. Tanto a universidade quanto as autoridades policiais repudiaram veementemente a exposição e estão trabalhando para identificar os responsáveis e aplicar as devidas punições.

Posicionamento da Unoeste e das autoridades

A Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) abriu uma apuração interna para identificar os autores do ‘ranking’ e aplicar punições disciplinares. Em nota, a instituição repudiou qualquer forma de exposição, assédio ou desrespeito à dignidade, destacando a importância de não compartilhar o conteúdo para evitar mais danos às vítimas.

Fonte: https://g1.globo.com

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