O Tribunal do Júri acolheu a denúncia do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e decidiu pela condenação de Josevan Dionísio dos Santos pelo assassinato de Maria Bernadete Pacífico Moreira, conhecida como Mãe Bernadete. A decisão foi proferida com a pena de 28 anos de reclusão em regime fechado. Josevan, apelidado de BZ ou Buzuin, é considerado um dos executores do crime, sendo o terceiro dos cinco acusados.
O julgamento ocorreu no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, nesta terça-feira. Wellington Pacífico, um dos filhos de Mãe Bernadete, esteve presente durante o julgamento e expressou sua gratidão ao Ministério Público e a todos que apoiaram a família. Ele destacou a importância da justiça diante de tamanha dor, reforçando que o legado de Mãe Bernadete continua.
Mãe Bernadete, de 72 anos, foi brutalmente assassinada com 25 tiros na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador. O crime teve como motivação a resistência da vítima às atividades ilegais na comunidade, em especial a instalação de pontos de venda de drogas e ocupação irregular de áreas, o que gerou conflitos com membros de uma organização criminosa atuante na região.
Josevan executou o crime juntamente com Arielson da Conceição Santos, que já cumpre pena de 29 anos e nove meses de prisão. Além deles, Marílio dos Santos, considerado mandante do assassinato, foi condenado a 40 anos, cinco meses e 22 dias de prisão em abril deste ano. Marílio, que estava foragido, foi morto em uma ação policial dois dias após a sentença ser proferida.
Sérgio Ferreira de Jesus aguarda julgamento, previsto para 21 de outubro, assim como Ydney Carlos dos Santos de Jesus, também acusado de ser mandante do homicídio.



