Uma tragédia chocou a cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, após uma bebê prematura falecer em decorrência de um corte profundo durante o parto. O relatório médico, elaborado pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, revelou uma lesão de sete centímetros na cabeça da criança, atingindo até o cérebro.
A família da bebê, chamada Serena, afirmou que o bisturi perfurou cinco camadas de proteção da cabeça da recém-nascida, resultando em perda de massa encefálica. O Instituto Médico Legal (IML) aguarda o laudo oficial para esclarecer as causas da morte, ocorrida dois dias após o procedimento.
Mãe relata falta de informação e ocultação de dados
A mãe da bebê, que preferiu não se identificar, estava no sétimo mês de gestação e precisou passar por uma cesárea de emergência devido a complicações. Ela denunciou que a gravidade do caso não foi comunicada de forma clara pela equipe médica. Segundo a jovem de 20 anos, informações foram ocultadas, e ela foi informada apenas sobre um pequeno sangramento e exames a serem realizados.
O Hospital das Clínicas se pronunciou lamentando o ocorrido e iniciou uma investigação interna para esclarecer os detalhes do atendimento. O caso foi registrado na Polícia Civil e está sob investigação do 3º Distrito Policial de Ribeirão Preto.
Investigação apura responsabilidades
O caso, que está sendo tratado como homicídio culposo, despertou a atenção das autoridades locais. O sepultamento da pequena Serena aconteceu na cidade de Serrana, onde a família reside. A mãe, em meio à dor da perda, clama por justiça e esclarecimentos sobre as circunstâncias que levaram à fatalidade.
A comunidade de Ribeirão Preto e Franca acompanha de perto os desdobramentos desse trágico acontecimento, que coloca em evidência a importância da transparência e da qualidade no atendimento médico, especialmente em momentos tão delicados como o nascimento de uma vida.
Fonte: https://g1.globo.com



