Trabalhadores terceirizados da Refinaria de Paulínia (Replan), a maior da Petrobras, foram agredidos e feridos durante uma greve que teve início no dia 15 e culminou em violentos confrontos na madrugada desta sexta-feira (26), nos arredores da companhia, na Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332).

Violência durante a paralisação

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), dois homens, de 43 e 49 anos, ficaram feridos quando cerca de 15 agressores armados e encapuzados atacaram os grevistas. Disparos de arma de fogo foram ouvidos, carros foram danificados e o caso foi registrado como lesão corporal, dano e disparo de arma de fogo na Delegacia de Paulínia.

A Replan, por meio de nota, lamentou o ocorrido e afirmou que comunicou as empresas prestadoras de serviço envolvidas. A Petrobras repudiou a violência e ressaltou a importância da apuração dos fatos pelas autoridades competentes.

Ferimentos e denúncias

Vídeos mostram as consequências da brutalidade, com relatos de vítimas agredidas e feridas. Um dos trabalhadores agredidos precisou levar 36 pontos na cabeça e outro está hospitalizado. O Sindipetro e a FUP coordenam a greve, que reivindica reajuste salarial de 9% e melhorias em benefícios, como aumento do vale-alimentação e da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Reivindicações e mobilização

Apesar de algumas empresas demonstrarem disposição para negociar, muitas propostas ainda são consideradas insuficientes pelos trabalhadores. A falta de avanços nas negociações mantém os grevistas mobilizados, desafiando determinações judiciais de manutenção parcial das atividades.

O coordenador-geral do Sindipetro, Steve Austin, criticou as agressões e cobrou avanços nas negociações, destacando que o conflito é entre trabalhadores e empresas, ressaltando a importância do respeito ao direito de greve e à livre manifestação dos trabalhadores.

Fonte: https://g1.globo.com

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