O tenente-coronel Geraldo Neto está sendo julgado em um processo que pode culminar em sua expulsão da Polícia Militar. Quatro testemunhas que já haviam relatado à Polícia Civil episódios de controle, ciúmes e estranhamento em relação à soldado Gisele Alves serão ouvidas pelo Conselho de Justificação da PM.
O Ministério Público afirma que Gisele foi morta pelo marido com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde viviam. O oficial responde preso ao Conselho de Justificação, em um processo que ocorre independentemente do criminal.
Depoimentos alarmantes
Durante os depoimentos, uma soldado que trabalhava com Gisele afirmou que o tenente-coronel controlava as redes sociais e os aplicativos de mensagens da esposa, chegando ao ponto de proibi-la de usar maquiagem e perfume em casa. Outra testemunha relatou a presença constante e possessiva de Geraldo Neto.
Comportamento perturbador
A sargento que era amiga próxima de Gisele confirmou a vigilância constante do tenente-coronel no local de trabalho da esposa, descrevendo sua presença quase diária e comportamento ciumento. Uma cabo também testemunhou episódios de controle e perseguição por parte do oficial.
Os depoimentos destacam um padrão de comportamento perturbador que culminou na trágica morte de Gisele. O julgamento do tenente-coronel Geraldo Neto traz à tona questões sérias sobre relações abusivas e controle excessivo.
Fonte: https://g1.globo.com



