O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de soltura de Danilo Morgado, candidato a deputado estadual de São Paulo, preso na Operação Vectura Corrupta sob suspeita de ter sua campanha financiada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) em Praia Grande.
Morgado teve o habeas corpus indeferido pelo STJ e permanece detido. Sua defesa alega que houve um equívoco na interpretação do ministro relator. O candidato foi preso durante a operação da Polícia Civil de São Paulo, que investiga a infiltração do PCC no poder público e no sistema de transporte coletivo. Além de Morgado, outras 16 pessoas estão sob investigação.
Decisão do STJ e defesa de Morgado
O ministro relator Rogerio Schietti não analisou o mérito da prisão, indeferindo o habeas corpus com base na necessidade de esgotar a discussão no Tribunal de Justiça de São Paulo. A defesa de Morgado reforçou que a prisão foi questionada em instâncias ordinárias, e medidas estão sendo tomadas para revisão da decisão. Veja também: Dicas para um turismo sustentável: como viajar com consciência.
Perfil de Danilo Morgado
Danilo Morgado, empresário de 41 anos, candidatou-se a prefeito de Praia Grande em duas ocasiões. Com origem humilde na Baixada Santista, Morgado trabalhou como motoboy e no Japão. Casado e pai de quatro filhos, ele também atuou em órgãos como Alesp, Câmara Federal e Senado Federal.
Em 2023, seu registro foi cassado pela Justiça Eleitoral. As investigações apontam para possíveis vínculos de Morgado com integrantes do PCC, incluindo o financiamento de sua campanha eleitoral pela facção criminosa.
Fonte: https://g1.globo.com



