A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, de forma unânime, tornar réus três policiais acusados de obstruir as investigações relacionadas ao brutal assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Os votos finais foram proferidos durante o Julgamento Virtual realizado nesta quinta-feira (21).
Os policiais Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antônio de Barros Pinto são apontados como responsáveis por dificultar o andamento das investigações sobre a morte da vereadora e seu motorista. A suspeita é de que agiram a mando de Chiquinho e Domingos Brazão, já condenados como mandantes do crime com uma pena de 76 anos de prisão. Rivaldo também foi condenado a 18 anos de prisão juntamente com os mandantes.
Envolvimento dos Réus
Rivaldo Barbosa foi nomeado como chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro na véspera do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. No dia seguinte ao crime, ele indicou Giniton Lages como titular da Delegacia de Homicídios da Capital, encarregando-o das investigações.
Obstrução da Justiça
De acordo com a denúncia, a ordem era evitar a descoberta dos verdadeiros executores e mandantes. Giniton Lages tentou incriminar Marcelo Siciliano e Orlando de Oliveira Araújo com a aprovação de Rivaldo Barbosa e Marco Antônio, que atuava na delegacia de homicídios.



