O Supremo Tribunal Federal (STF) voltará a analisar na próxima terça-feira (28) o caso do fotojornalista Sérgio Silva, que perdeu a visão do olho esquerdo devido a um disparo de bala de borracha por um policial durante uma manifestação em São Paulo, em 2013.
O incidente aconteceu enquanto Sérgio Silva cobria jornalisticamente a manifestação contra o aumento da tarifa de transporte público, em junho de 2013. O olho atingido pela bala da PM sofreu lesões graves, resultando na atrofia do órgão.
Discussão no STF sobre indenização e pensão vitalícia
O caso está sendo julgado pela Primeira Turma do STF para determinar se o Estado de São Paulo deve indenizar o profissional. Até o momento, dois ministros reconhecem o direito à indenização, enquanto um se posiciona de forma contrária. A ministra Cármen Lúcia irá proferir seu voto na próxima sessão presencial.
Em questão está a possibilidade de conceder uma pensão mensal vitalícia ao fotojornalista, cujo valor ainda será definido, além da condenação do Estado de São Paulo ao pagamento de R$100 mil a título de danos morais.
Luta de Sérgio Silva por justiça e reparação
Sérgio Silva expressou sua frustração com o longo processo judicial, destacando os 13 anos de sofrimento desde o incidente. Ele ressaltou a dificuldade de provar a responsabilidade da polícia no ocorrido e rejeitou a ideia de ser o único culpado por estar no local como profissional da imprensa.
Em instâncias anteriores, a Justiça paulista negou a indenização ao fotojornalista, alegando falta de provas. Agora, o caso está nas mãos do STF, aguardando uma decisão que pode significar justiça e reparação para Sérgio Silva.
