A projeção oficial de inflação para o ano de 2026 foi revisada para cima, atingindo a marca de 5,1%. A decisão foi motivada pela guerra no Oriente Médio e pelos possíveis impactos do El Niño na economia. Com essa alteração, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ultrapassou o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
O Boletim Macrofiscal, divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,3%. Segundo a equipe econômica, a revisão da inflação se deve principalmente ao aumento dos preços do petróleo no cenário internacional, causado pelo conflito no Oriente Médio, e aos efeitos esperados do El Niño na produção de alimentos.
Impacto nos Preços e Projeções Futuras
O aumento da inflação em 2026 levou a Fazenda a revisar as projeções futuras. A meta de inflação de 3% com teto de 4,5% foi superada, com a estimativa para 2027 sendo revisada de 3,5% para 3,6%. O governo espera uma convergência gradual para a meta de 3% nos anos seguintes.
Desafios Externos e Cenário Fiscal
Os desafios externos, como o conflito no Oriente Médio que elevou os preços do petróleo, podem impactar os combustíveis e outros custos da economia. A equipe econômica alerta que as incertezas geopolíticas podem prolongar esses efeitos, dificultando uma desaceleração rápida da inflação.
Apesar da piora nas projeções de preços, o governo manteve a expectativa de crescimento do PIB em 2026. A economia deve ser impulsionada principalmente pelos setores de indústria e serviços, enquanto a agropecuária tende a desacelerar após a safra recorde de soja no início do ano.
A revisão das projeções ocorre em um cenário de maior incerteza internacional, com riscos climáticos e geopolíticos. O Boletim Macrofiscal orienta a elaboração do próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, que deve ser divulgado em breve, com possíveis determinações de bloqueios e contingenciamentos de gastos.



