Na área atendida pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Purus, unidade descentralizada do Sistema Único de Saúde (SUS), vivem 11 mil pessoas das etnias Apurinã, Jamamadi, Jaminawa, Kaxarari, Kaxinawá, Huni Kuin, Madiha, Kulina e Manchineri. São 155 aldeias, com populações que variam de 30 a 300 pessoas, onde idiomas de três troncos linguísticos diferentes dividem espaço com o português, ou dão conta da comunicação por completo.

Há também as peculiaridades culturais. O atendimento é descentralizado, respeitando crenças e práticas tradicionais de cada etnia. Evangelista Apurinã, coordenador do DSEI, destaca a necessidade de compreender as especificidades de cada povo para garantir o sucesso da vacinação.

A logística de vacinação em territórios indígenas apresenta desafios únicos. Além das questões culturais, a localização remota das aldeias demanda estratégias especiais. Os profissionais de saúde precisam ser capacitados e preparados para lidar com diferentes realidades.

Desafios logísticos e culturais

A turma do Zé Gotinha trabalha incansavelmente para garantir a vacinação nas comunidades indígenas. A enfermeira Kislane de Araújo Dias, responsável técnica pela área de Imunizações do DSEI, destaca a importância do planejamento e da organização para alcançar todos os moradores.

A enfermeira Evelin Plácido, fundadora da CapacitaImune, ressalta a necessidade de conhecimento e preparo dos profissionais que atuam em áreas indígenas. Ela oferece capacitações e cursos para garantir que a vacina chegue a quem mais precisa, de forma segura e eficaz.

Capacitação e superação de desafios

Recentemente, Evelin ministrou um curso em Rio Branco, Acre, para profissionais que atendem populações indígenas e comunidades de difícil acesso. O treinamento abordou normas técnicas, armazenamento correto das vacinas e informações essenciais para garantir a imunização adequada.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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