A Polícia Federal em São Paulo cumpriu um novo mandado de busca e apreensão na residência do advogado Nelson Wilians, que foi alvo de uma operação do Fisco paulista por fraude no ICMS no mês anterior. A ação foi determinada pela Justiça da Paraíba.
Em julho, o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA/SP) deflagrou uma operação contra uma organização suspeita de vender créditos falsos de ICMS para reduzir de forma indevida o imposto devido ao estado. O esquema teria sonegado cerca de R$ 3,8 bilhões em créditos tributários.
Investigação contra fraude milionária em ICMS envolvendo advogados renomados
Segundo a investigação, a organização utilizava empresas de fachada para emitir documentos fiscais que circulavam créditos de ICMS falsos, os quais eram incorporados à escrituração fiscal de contribuintes. O advogado Nelson Wilians e seu grupo econômico estavam no centro do esquema, que contava com a participação de escritórios de advocacia e consultorias.
Esquema fraudulento e desdobramentos
O advogado e sua esposa, Anne Wilians, foram alvos da operação, juntamente com a advogada Mayra de Paula, que é apontada como sócia de Wilians nas fraudes. A investigação aponta que o grupo simulava a venda de créditos tributários falsos para empresas, resultando em multas e práticas fraudulentas para encobrir as irregularidades.
A organização, que contava com a participação de escritórios renomados, utilizava diversas estratégias ilegais para dar aparência de legalidade às operações fraudulentas, envolvendo diversos setores da economia.
A operação resultou em centenas de Ordens de Serviço Fiscal e análises minuciosas de lançamentos suspeitos, com o objetivo de separar os envolvidos conscientes das práticas ilícitas daqueles que possam ter sido enganados de boa-fé.
Diante das acusações, Nelson Wilians esclareceu que as operações mencionadas eram de responsabilidade exclusiva de outro escritório, sem qualquer vínculo societário com o NWADV, e que ao identificar irregularidades encerrou a parceria e comunicou seus clientes.
Fonte: https://g1.globo.com



